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OS VELHOS E OS NOVOS CRISTÃOS

Parecem-nos distantes os tempos em que os primeiros cristãos se martirizaram nos circos de todas as Romas.
Eram tempos terríveis, onde os primeiros cristãos, sob tormentos infinitos, revelavam àquelas sociedades perversas e decadentes, o poder de uma fé imensa e incompreendida.
Sob torturas impensáveis, reafirmavam sua confiança no Cristo Jesus, entregando-se à morte, cantando. Por amor ao nome do Cristo, viveram os sofrimentos com humildade. Uma paciência invencível, um entendimento da importância do testemunho, uma certeza maior da proteção e bênçãos que vinham do Mestre a quem serviam, movia cada um daqueles corações.
Comparavam seus próprios sofrimentos com as dores que o Cristo, não obstante imáculo, havia vivido, e consideravam que aquelas dores eram o trabalho que o Mestre lhes solicitava para a vitória da paz do Senhor.
Esses foram os trabalhos e as lutas dos primeiros cristãos. Mas quais são os nossos trabalhos de hoje? Os trabalhos dos cristãos atuais? Certamente que não estamos apartados da necessidade da luta para a vitória da paz do Pai nas ainda decadentes e perversas sociedades em que vivemos.
A mais simples análise nos revela que ainda não construímos o Reino de Deus no mundo que é nossa adorada, mas ainda triste morada.
As torturas ainda existem. Não são explícitas e sangrentas como as daquele tempo, mas não deixaram de ser humilhantes e dolorosas em sua feição moderna. Continuam a mutilar e a sangrar, a arrancar soluços e gemidos. Discretamente, ocorrem no interior dos lares e das empresas, nos relacionamentos mais comuns e em quaisquer das atividades cotidianas.
Os instrumentos para os martírios deixaram de atacar o corpo. São agora voltados para diminuir o valor essencial de cada um, para fazer calar o entusiasmo, para potencializar o orgulho, para estimular as tentações íntimas, para enaltecer as sensações, enfim, para nos esvaziar da vida.
O Cristo ainda e sempre aguarda que seus seguidores o alcancem através dos testemunhos que sacudam o ceticismo da multidão inconsciente. Nossos testemunhos haverão de ser o silenciar com compreensão diante do desequilíbrio que assinala as ações daqueles que nos partilham a caminhada no lar, o avançar mais um pouco no solitário trabalho de procurar no outro o melhor lado, o perdão sincero e profundo a cada pequenino espinho que é utilizado inconscientemente pelos companheiros de jornada...
Os testemunhos que nos aguardam são aqueles que exigirão de nós, inevitavelmente, uma maior compreensão de nós mesmos, um maior silêncio de nossa vontade imatura e
uma aproximação sincera à vontade do Pai para nós.
Muitos de nós aguardamos que a vida peça os testemunhos espetaculares, as missões de sacrifícios supremos, mas Jesus, que nos conhece a real capacidade de realização e de renúncia, nos pede apenas os sacrifícios simples, os passos pequeninos, o avançar lento, os vôos baixos. Mas nos pede que os façamos mil vezes, quantas vezes forem necessários.
Utilizemos os exemplos inesquecíveis dos cristãos que morreram com imensa fé e amor ao Cristo nos primeiros momentos dessa Nova Era. Procuremos entender como eles foram capazes de tanta coragem e decisão. Vamos descobrir como homens e mulheres tão simples puderam enxergar com lucidez a linha que Jesus traçou para que não se perdessem ao segui-lo.
Temos agora o Consolador. O Espiritismo chega até nossos corações como uma nova expressão do infinito Amor do Pai para toda a humanidade. Os primeiros cristãos tinham a vida do Cristo. Nós temos a vida do Cristo e a extensão da luz do Espiritismo.
Vamos descobrir a felicidade de imitá-los. Não morrendo no sacrifício extremo do extermínio do corpo, mas no testemunho de morrer cada dia no trabalho de amar o Cristo que está em cada um ao nosso redor.
Que ninguém duvide: Nós podemos!

Pergunta: Das atividades desenvolvidas pela sua Casa Espírita, qual é a mais importante: é o passe? É a palestra? Ou é a reunião mediúnica?
Resposta: São aquelas que estimulam a renovação das pessoas para o Bem.

Reflexão:
Os trabalhos que você participa promovem essa transformação?

Questionamentos e dúvidas: tira_duvidas@useinterbauru.com.br

 

Departamento Doutrinário

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