O VALOR DE CADA MOMENTO
“O espírito que toma consciência de
que deve crescer, necessita se esmerar no cumprimento de suas obrigações
cotidianas, que lhe refletem o carma; ou seja, no âmbito de suas próprias
atividades familiares, profissionais, sociais e espirituais, contamos com
todas as oportunidades que a Vida nos possibilita para que deixemos de marcar
passo nas sendas evolutivas... A rigor, não é a tarefa em
si que nos destaca, mas, sim, o modo com que a desempenhamos. A expansão
do espírito não é um fenômeno externo; na conquista
de nós mesmos está o verdadeiro caminho da ascensão
que pretendemos.”
(A Escada de Jacó – Dr. Inácio Ferreira – Carlos
A. Baccelli – Página 80)
Querido amigo,
A Doutrina Espírita nos traz tantas informações. São
centenas de livros, com milhares de questões que vêm enriquecer
nosso conhecimento sobre tantos aspectos da Vida grandiosa que existe dentro
e fora de nós.
Mas alguns conceitos são essenciais para um viver feliz. Todos os
conhecimentos são importantes, mas alguns devem ser destacados por
cada um de nós como alicerces fundamentais.
E um deles é exatamente termos o mais profundo entendimento de que
somos nós que colocamos a grandiosidade nos momentos da vida e não
os momentos que têm um valor próprio, intrínseco.
Se nos lembrarmos que nosso Pai é a Ordem Suprema sobre tudo poderemos
concluir que não há momento algum em nossa vida que não
tenha como objetivo nos ensinar algo, nos permitir subir um degrau na direção
da nossa felicidade eterna.
É por isso que cada momento de nossa vida precisa ser considerado
como um momento divino. E caberá a nós atribuirmos à
cada ato da vida um valor maior.
Não desvalorizemos as situações cotidianas. Não
vulgarizemos os segundos preciosos da nossa existência, pois eles
são silenciosos presentes do Pai para nós.
Em nosso natural orgulho, acreditamos que as situações que
podem nos trazer algum destaque, aquelas que geram elogios em nossa direção,
as que ficarão registradas nos autos e nas atas são importantes,
sem
ainda percebemos que é possível e necessário que sejamos
felizes com o lavar uma roupa, com o coar um café, com o olhar com
atenção enquanto alguém se dirige a nós, com
o simples recolher um papel de bala que se encontra no chão.
Deus é sutil e profundo e nada criou sem sentido, sem amor. Em tudo
há a Sua presença e tudo é um convite à ação
do amor.
Somos nós que precisamos perceber que a essência do Pai está
em tudo e que cada movimento poderá ter um significado maior para
nossas vidas, dando sentido a ela e nos trazendo a felicidade que julgamos
estar apenas naquelas situações em que o mundo indica como
importantes.
O caminho é o da simplicidade, que não significa mediocridade,
mas sim o caminho da busca da essência de tudo e de cada um que jornadeia
conosco.
Pergunta: Qual a diferença entre
provação e expiação ?
Resposta: Emmanuel em “O Consolador” diz que
a provação é a luta que ensina ao discípulo
rebelde e preguiçoso a estrada do trabalho e da edificação
espiritual e que a expiação é a pena imposta ao malfeitor
que comete um crime.
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Departamento Doutrinário