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SIMPLICIDADE

A todo momento, sinto-me invadido por uma única pergunta:
Onde está o Espiritismo no meu cotidiano?
Onde aplico as máximas da doutrina, na simplicidade da vida que levo?
Os livros que leio, as mensagens que recebo, me parecem  tão perfeitos, tão distantes da minha humanidade...
Não consigo conciliar minhas falhas na grande  justiça divina; meus pensamentos e atitudes impulsivas não encontram ainda a misericórdia de Deus.
Por que é tão difícil trazer esta doutrina para o meu viver?
Ela é tão consoladora, tão compreensiva, mas parece que no manequim da minha vida, ela não se encaixa perfeitamente.
Leio sobre a reencarnação, mas ainda é difícil, para mim, morrer e nascer todos os dias.
Acredito na sobrevivência do espírito, mas realidade para mim é aquilo que posso ver e verdade aquilo que posso crer.
Entendo que é preciso amar meus inimigos, mas ainda não consegui fazer as pazes comigo mesmo; e aí o desespero e o desânimo batem à minha porta, parecem mais próximos de mim, mais próximos das pessoas com quem convivo.
Elas não conhecem o espiritismo, mas sabem que devem  perdoar, que devem amar, que devem fazer o bem.
Aí leio o Evangelho, e nele existem palavras simples... de um homem simples... que ensinou de uma maneira simples, viver e amar....
Ele me diz que preciso ter a simplicidade de uma criança, porque as crianças vêem as coisas de maneira simples.
Elas simplesmente renascem a todo momento.
Quando me lembro que Ele foi carpinteiro, lembro da simplicidade que foi a sua vida (parecida com a minha...)
Ele não tinha títulos, casas, carros.
Ele só tinha a si mesmo e também a sua certeza.
Ele sabia que Deus estava com Ele.
E Ele com Deus.
E que Deus estava na simplicidade.
Então Deus também está comigo.
Ele falava para os simples, para aqueles que estavam ali simplesmente para ouvi-Lo.
E com simplicidade Ele os tocava, envolvia, acariciava.
Suas palavras eram como a mão suave da vida a acariciar o rosto de alguém amado.
Alguém amado, porém perdido numa terra estranha onde estamos de passagem.
Sua voz era o cântico do amor a nos chamar de volta para casa.
E esta casa, pelo que entendo, não era um lugar físico, era simplesmente para dentro de nós.
Porque se Deus está em nós, ao voltarmos para nós mesmos, simplesmente voltaremos para Deus.
Nesta hora em que leio o Evangelho e vejo que é a base do Espiritismo, sinto-me próximo da doutrina, porque sua essência esta baseada:
Na simplicidade da Vida.
Na sabedoria da Vida.
Na sabedoria de Deus.

Pergunta: O perdão do ofendido resolve o problema de quem ofendeu?
Resposta: Não

“A imagem de Deus em nós é a nossa capacidade de nos relacionarmos.”

Questionamentos e dúvidas: tira_duvidas@useinterbauru.com.br

 

Departamento Doutrinário

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