Anterior

CONSULTA ESPÍRITA - PERANTE NÓS MESMOS

Vigiar as próprias manifestações, não se julgando indispensável e preferindo a autocrítica do auto-elogio, recordando que o exemplo da humildade é a maior força para a transformação das criaturas.
Toda presunção evidencia afastamento do Evangelho.
Agir de tal modo a não permitir, mesmo indiretamente, atos que signifiquem profissionalismo religioso, quer no campo da mediunidade, quer na direção de instituições, na redação de livros e periódicos, em traduções e revisões, excursões e visitas, pregações e outras quaisquer tarefas.
A exploração da fé anula os bons sentimentos.
Render culto à amizade e à gentileza, estendendo-as, quanto possível, aos companheiros e às organizações, mas sem escravizar-se ao ponto de contrariar a própria verdade, em matéria de Doutrina, para ser agradável aos outros.
O Espiritismo é caminho libertador.
Recusar várias funções simultâneas nos campos social e doutrinário, para não se ver na contingência de prejudicar a todas, compreendendo, ainda, que um pedido de demissão, em tarefa espírita, quase sempre equivale a ausência lamentável.
O afastamento do dever é deserção.
Efetuar compromissos apenas no limite das próprias possibilidades, buscando solver os encargos assumidos, inclusive os relacionados com as simples contribuições e os auxílios periódicos às instituições fraternais.
Palavra empenhada, lei no coração.
Libertar-se das cadeias mentais oriundas do uso de talismãs e votos, pactos e apostas, artifícios e jogos de qualquer natureza, enganosos e prescindíveis.
O espírita está informado de que o acaso não existe.
Esquivar-se do uso de armas homicidas, bem como do hábito de menosprezar o tempo com defesas pessoais, seja qual for o processo em que se exprimam.
O servidor fiel da Doutrina possui, na consciência tranqüila, a fortaleza inatacável.
“Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos.” — Paulo. (II CORÍNTIOS, 13:5.)

Livro “Conduta Espírita”, Médium Waldo Vieira – Espírito André Luiz – 21ª. Edição - FEB

 

O FORMALISMO

Grave e profundo comentário sobre as instituições espíritas, ocorrido em um diálogo no livro “Loucura e Obsessão” ditado pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda, por Divaldo Pereira Franco, 7ª. Edição, FEB, página 152
“Vemos Instituições respeitáveis, nas quais um outro tipo de ritual, mesmo onde se diz detestá-lo, vai tomando corpo e devorando a espontaneidade: é o formalismo, que poderíamos também chamar de indiferença ou desamor.
Não se diz uma palavra de estímulo ou não se fazem comentários, receando-se elogios, embora nunca se poupem críticas ácidas e destrutivas.
Noutras sociedades, tão logo terminam as reuniões, todos partem, como se desejassem fugir do recinto, e correm para programas antagônicos, no fundo e na forma, ao de que haviam participado, encharcando-se deles antes de dormir. Em suma: não se comentam as ocorrências ou as instruções, as conferências ou os estudos, os debates nem as sugestões, não se fixando, como efeito, o que deveria constituir um aprendizado valioso.
Quase todos têm pressa de ir-se, alguns porque estabelecem compromissos posteriores, nos quais anulam o que granjearam na reunião, e outros, por motivo nenhum, simplesmente porque não têm assunto a comentar, ou já sabem a respeito de tudo, ou não se interessam por sabê-lo.
Pobres homens, escravos de si mesmos! Não os censuramos, porque já trilhamos caminhos iguais, no entanto, não sopitamos o desejo de convidá-los à naturalidade, à vivência espontânea da fraternidade, do intercâmbio de opiniões e interesses, pelo menos espirituais, desde que nos afeiçoamos a esta área do universo de deveres.”

Pergunta: “Esclarecer é discutir ?”
Resposta: “Não. É auxiliar, através do espírito de serviço e da boa-vontade, o entendimento daquele que ignora. (AC)”


Questionamentos e dúvidas: tira_duvidas@useinterbauru.com.br

 

Departamento Doutrinário

IMPRIMIR