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AGIR PARA NÃO SOFRER

A mensagem de Jesus, em sua essência, não dá margem a outra interpretação que não seja pela contínua modificação dos caracteres comportamentais da raça humana.
Seu ensino se constitui num avançado conjunto de normas de conduta do mais alto valor moral, não se encontrando, até os dias de hoje, doutrina teológica que lhe supere os profundos conceitos de fé, justiça e salvação.
A doutrina do Cristo se impôs por si mesma, ou seja, sua força não foi produto da violência ou do espírito de sectarismo de seu representante, mas adveio da vivência dos preceitos morais por ele mesmo ensinados.
A exemplificação, enfim, foi a sua maior arma de combate ao farisaísmo até então reinante, tendo o Messias Divino, inclusive, exaltado a todos aqueles que ouvissem e praticassem as suas palavras à categoria de homens prudentes (Mateus 6:24).
A contrario sensu, ou seja, aos que ouvissem as suas palavras e permanecessem na inércia, Jesus equiparou-os a homens insensatos.
Vê-se, num golpe de vista, que a prudência ou a insensatez são duas vertentes do comportamento humano, delas dependendo, respectivamente, o homem para manter a sua estrutura moral incólume ou desestabilizada frente à inclemência dos ventos tempestuosos das transformações inevitáveis.
Jesus não exigiu muito, apenas enfatizou que a vivência dinâmica das suas palavras haveria de conferir ao homem a estabilidade psicológica necessária para o enfrentamento das inúmeras vicissitudes da existência.
Contudo, nota-se que a maioria das pessoas, mesmo sabendo da necessidade da vivência real e não formal dos postulados evangélicos – e este fato é uma agravante – , insistem, displicentemente, em não praticarem aquilo que aprendem, assemelhando-se, desse modo, ao homem insensato a que se referira Jesus (Mateus 6:26).
Daí os sofrimentos sem trégua, visto que o simples ouvir sem o devido cumprir mantém um constante vazio na consciência do ser que insiste em permanecer na inércia. É que sem o efetivo trabalho não há possibilidade do espírito sentir, em seu âmago, as maviosas vibrações que ressoam das profundezas do universo àqueles que a elas se vinculam pelo exercício desprendido do amor ao próximo!
Para esta gama de sofredores – os insensatos conscientes – Jesus exarou a seguinte consequência: grande ruína (Mateus 6:27). E ruína, na concepção do Divino Cordeiro, significa perda de oportunidade com severas implicações para a estrutura psicológica do ser.
É preciso prática, mas prática efetiva no sentido do homem sofredor encontrar o seu oásis de felicidade espiritual, sendo que para este intento basta um mínimo de esforço – mas que seja constante – para que as circunstâncias do momento, com evidentes repercussões no futuro, mudem de fato.
Recorde-se que Jesus, acerca do tema em questão, enfatizara:
“Curais enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça daí.” (Mateus 10:8).
O ensino de Jesus, portanto, exprime ação, seu verbo é o amor incondicional e o lema de sua bandeira é a vivência destes mesmos preceitos em toda a sua latitude!

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Jorge Luiz Salomão da Silva é advogado, professor, expositor espírita, atualmente ministra curso sobre “A Gênese” de Allan Kardec, todas as quartas feiras (19 às 20 horas) na USE Intermunicipal Bauru; participa do C.E. Amor e Caridade em Bauru

 

Pergunta: Qual é o grande orientador do Homem ?
Resposta: A voz da própria alma.


Questionamentos e dúvidas: tira_duvidas@useinterbauru.com.br

 

Departamento Doutrinário

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