UM NOME DIFÍCIL DE DIZER
Adaptação do texto de Saara Nousiainen
Inspirando-nos nas informações do espírito
Manoel P. de Miranda, no livro Trilhas da Libertação, psicografado
por Divaldo Franco e, mediante outras observações, é
possível fazer a seguinte narrativa:
“O mais poderoso dos Gênios infernais, intitulado “Soberano
Gênio das Trevas”, depois de longas análises do movimento
espírita, e de terem sido ouvidos os maiores especialistas nas mais
diversas áreas, orientou seus assessores, os Comandantes dos Setores,
dizendo:
Quero que os ataques sistemáticos contra o Espiritismo sejam muito
bem organizados.
Primeiro, vamos atacar com todas as possibilidades através do sexo,
estimulando-o ao máximo, principalmente entre os líderes,
médiuns, doutrinadores, oradores e todos os que lidam com o público.
Esse é um velho sistema que sempre dá certo. Além disso,
já temos os nossos esquemas prontos. Basta adaptá-los e ampliá-los
de acordo com as situações.
Agora, prestem bem atenção porque vamos usar uma arma nova,
infalível... Nova, agora, porque ela já foi usada com pleno
sucesso há muito tempo atrás.
Nós vamos mudar o rumo das prioridades nos meios espíritas.
Vamos estimular discussões em torno de temas como pureza doutrinária,
cantar ou não nos centros espíritas, orar em pé ou
sentado, de olhos abertos ou fechados, fazer ou não bingos e semelhantes,
enfim, todos os temas que podem gerar belas polêmicas, para que não
sobre tempo nem energia para cuidar da nossa maior inimiga... a ...
A palavra engasgava na boca do chefão, enquanto a platéia
aguardava, curiosa. Por fim desistiu de pronunciá-la, continuando:
Quero também que estimulem o estudo da Doutrina...
Essa recomendação do Soberano deixou estupefatos todos os
presentes, mas ninguém teve coragem de fazer qualquer observação.
Rindo desagradavelmente, aquele ser tenebroso continuou:
- Procurem acompanhar meu raciocínio. Os espíritas valorizam
muito esse estudo. Então, se é impossível levá-los
a abandoná-lo, que seria o ideal, vamos aproveitar essa característica
para nosso benefício. Vamos estimular verdadeira febre de estudo.
Deixá-los com a cabeça cheia de conceitos... tão cheia
que esqueçam da nossa maior inimiga, a ...
A palavra novamente estava difícil de ser pronunciada. Todos estavam
pendurados na fala do chefão, curiosíssimos para saberem qual
era afinal essa terrível inimiga. Com dificuldade, o chefe concluiu:
- A ... reforma... moral.
Os Comandantes olharam-se, quase não acreditando em tanta astúcia
na organização da maior estratégia de todos os tempos
em sua luta contra a luz. Quando refeitos, todos, sem exceção,
atiraram-se ao solo, genuflexos diante do Soberano. Este mandou que levantassem
e continuou:
- Levem os espíritas a acreditarem que ela... a ... nossa inimiga
é tão difícil de ser alcançada que o Criador
estabeleceu a reencarnação, como um caminho longo, interminável...
para que nesse caminho a criatura tenha todo o tempo da eternidade para
atingir aquela... meta.
Desta vez foram palmas estrondosas que estrugiram no ambiente. O soberano
sorriu de novo, mais um esgar do que um sorriso e continuou:
- Não se esqueçam de que foi essa a arma com que vencemos
o cristianismo nos seus primeiros séculos, transformando-o numa organização
religiosa, muito preocupada com tudo menos com a vivência das “tolices”
que o Cordeiro ensinou. Foi assim que conseguimos atenuar os seus efeitos,
já que era impossível acabar com ele.
E, lançando um olhar de aço em torno, concluiu:
- É isso que vamos fazer... Já que é impossível
acabar com o Espiritismo, vamos atenuar os seus efeitos.
- Outra coisa. Façam os espíritas acreditarem que a
tal da... a ... reforma... moral... pode ser substituída por estudos
e por trabalhos de caridade... Eles vão gostar da idéia...
e vão adotá-la.”
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Lembramos então aos que dirigem, lideram ou trabalham
nesta seara que aquele nome tão difícil de ser pronunciado
pelo Soberano Gênio das Trevas, a reforma moral, deve ser a primeira
prioridade do movimento espírita; deve ser a nossa bandeira de luta,
a maior de todas as batalhas, que precisamos vencer.
Pergunta: “Ajudar é impor
?”
Resposta: “Não. É amparar, substancialmente,
sem personalismo, para que o beneficiado cresça, se ilumine e seja
feliz por si mesmo.”
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Departamento Doutrinário